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Upload Lisboa: Fazer digital ou Ser digital?

Upload Lisboa: Fazer digital ou Ser digital?

Da publicidade ao marketing, passando pela usabilidade, as tendências da Web 2.0, social media e estratégias de marca online dominaram transversalmente as apresentações dos vários oradores do Upload Lisboa.

Um dos pontos altos - e muito esperados - foi a apresentação de Damon Crepin-Burr, da Fullsix, com o tema BRA(I)NDING - How to leverage human primal response patterns in your marketing. Levantando questões mas dando respostas, o marketeer perguntou qual é o futuro das redes. E garantiu que este não está no Facebook. 

"A natureza humana é que dinamiza a evolução digital", afirmou, traçando um percurso evolutivo que começa com a Internet - ainda nos tempos em que não havia World Wide Web - e que continua pelo mass media, mass interaction até chegar ao ponto em que nos encontramos agora: social networks, onde os utilizadores passam a interagir uns com os outros. 

O futuro próximo passa pela Realidade Aumentada, seguindo-se o "Humano melhorado" (Human Enhancement) e a Inteligência Artificial. 

O ponto chave para as marcas e os comunicadores é se queremos fazer digital ou ser digital? "O digital não é um media. É onde estamos. Temos que respeitar, entender e abandonar os reflexos dos meios tradicionais com os clientes", sublinhou. 

A simplicidade é a chave na evolução das redes, já que todos procuramos obter as melhores soluções com o menor esforço. 

Ainda durante a tarde Eurico Nobre, Director Geral da OgilvyOne e Ogilvy Interactive, tinha deixado algumas pistas que vão no mesmo sentido, mas mais focadas na venda propriamente dita. 

"O papel do CRM estendeu-se e permite que dados se transformem em bits e bits se transformem em consumidores", defendeu este marketeer, que adianta que a tecnologia serve para trabalhar os dados, torná-los informação e retirar conclusões sobre o que fazer. 

A coerência é importante e não basta uma marca dizer que está nas redes sociais, é preciso adaptar os processos à nova realidade. "As marcas têm de ser coerentes a três níveis: aquilo que dizem, aquilo que fazem e como são percebidas", sublinha. 

Mas Eurico Nobre não arrisca previsões sobre o futuro. "O Facebook dá-nos uma visão do todo como nunca tivemos. Isto é uma mudança de hábitos. Onde nos vai levar? Não sei". Retirado TeK Notícia - 15 de Outubro.