9 Previsões de Social Media para 2020

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Se há 10 anos atrás muitos de nós víamos o ano de 2020 como algo longínquo e futurístico, eis que este chegará não tarda!

 

Em 2009 o mundo destacava o uso contínuo, crescente e incerto do mobile marketing, bem como a integração total do marketing online e offline enquanto transmissão consistente da imagem de marca, vocacionadas na segmentação comportamental através de anúncios de Display.

 

Hoje, a Webcomum procura dar a conhecer as suas previsões para o mundo de amanhã.

 

# 1 Crescimento de social media

 

A Hootsuite e a We Are Social publicaram um estudo anual realizado em 239 países, destacando que em 2020 haverá um aumento do domínio do Instagram, principalmente nos utilizadores com uma faixa etária mais avançada, reportando que existirá um maior número de usuários da plataforma dos 45 aos 54 anos, do que dos 13 aos 17 anos.

 

# 2 A descoberta do produto será mais visual e social

 

– A procura nas redes sociais

            Apesar de o Search liderar a pesquisa online, tem existido um acompanhamento na pesquisa social dos produtos. Segundo um estudo da GlobalWebIndex, cerca de 28% de um total de 178 421 de utilizadores inquiridos, com idades compreendidas entre os 16 e 64 anos, revelam que recorrem às redes sociais na procura online do produto, algo constante e mais emergente nos consumidores mobile.

 

– Pesquisa de imagens

            Ben Silberman, fundador e CEO do Pinterest, afirma que o futuro do Search passará pela pesquisa de imagens, ao invés de keywords, algo que se prevê que para 2020 assuma 50% das pesquisas, visto existirem produtos como o Pinterest Lens, que já permite a aprendizagem de marcas e procura/descoberta de produtos.

 

– Controlo de voz

            A tecnologia de controlo de voz será mais evolutiva e revolucionária do que o seu simples uso na competição de marcas/produtos. No entanto, irá indubitavelmente ser um impulsionador da comunicação nas plataformas sociais, facilitando ainda a pesquisa a pessoas menos literadas.

 

– Apps mensagens instantâneas

            Com uma previsão baseada em dados fornecidos pelo Facebook, cerca de 80% dos utilizadores de smartphones em 2020 irão fazer uso contínuo de uma aplicação de mensagens instantâneas, abrindo portas para uma comunicação e relação com o cliente mais próxima, aliada à sinergia de aplicações como WhatsApp, Instagram e Facebook.

 

– Chatbots

            A procura por novos produtos passa bastante pelas plataformas das redes sociais, sendo somente necessário um pequeno salto para que a compra possa ser efetuada nas mesmas plataformas. O uso dos chatbots permitirá usar o fator da socialização na hora de compra, tornando mais fácil a descoberta de produtos, questões pertinentes dos utilizadores e processamento digital de compras e pagamentos.

 

A previsão alinha o uso dos chatbots num futuro próximo, focalizando mais em ações de compra que requeiram um planeamento, recomendação e socialização na hora da decisão e compra, tais como a escolha de uma casa, o planeamento de umas férias ou a decisão de compra de um smartphone.

 

# 3 Uso e evolução do uso social do vídeo

 

Dados da GlobalWebIndex conduzem-nos a prever o uso contínuo e crescente do formato vídeo, revelando que 56% dos utilizadores da internet por mês vêm vídeos no Facebook, Snapchat, Instagram ou Twitter, 81% dos utilizadores da faixa etária dos 55 aos 64 anos vêm vídeos todos os meses, e ainda cerca de 1 em cada 3 utilizadores vêm vídeos produzidos por marcas todos os meses.

 

Encontrar-se-á no entanto, em 2020, a saturação dos vídeos, uma vez que 46% dos inquiridos já implementaram os vídeos nas suas comunidades, com outros 26% a planear a sua implementação em 2019, transformando assim de uma vantagem algorítmica para uma tática incorporada.

 

A evolução da comunicação leva a que nas aplicações de mensagens instantâneas, os adolescentes escrevam menos e usem mais vídeos e mensagens de áudio, com mais de 100 milhões de pessoas a utilizarem a chamada de vídeo do WhatsApp.

 

# 4 Social commerce  – O crescimento

 

São as economias emergentes, de quem deixa de lado os tradicionais motores de busca e o uso dos desktops, que irão crescer para um social e-commerce, como já acontece com o Instagram, que permite construir digitalmente montras de loja com conteúdo visual e de vídeo, devendo este conteúdo ser divertido e de vídeos de curta duração, tornando esta numa das etapas da jornada do consumidor.

 

# 5 Geração Z conduz a realidade aumentada e virtual

 

Fará parte de 2020 o incremento do uso de Realidade Virtual (VR) e Realidades Aumentadas (AR) no Marketing, dando o exemplo da Amazon na procura de integrar o uso da AR para ajudar os seus consumidores a experimentar roupas e explorar outros produtos. Outro exemplo do uso de realidades aumentadas passa pelos filtros do Instagram, destacando o entretenimento e interatividade do mesmo.

 

A Geração Z revela também que são bastante influenciáveis por recomendações sociais, tais como um elevado número de likes e comentários positivos, levando-os a ganhar uma maior motivação para a aquisição dos produtos.

 

# 6 Social CEO’s – Os líderes do presente

 

O uso já recorrente de plataformas de colaboração de trabalho, tais como o Slack, irá ser preponderante para o acompanhamento de cariz social nos locais de trabalho em 2020.

 

Os trabalhadores têm voz, e agora mais que nunca têm um alcance social imediato. As empresas irão perceber que os comentários e as percepções de cada trabalhador a nível social, terá que ser monitorizado e gerido de uma maneira semelhante a como são tratadas as reclamações e o feedback dos consumidores.

 

O elemento chave para esta transformação acontecer assenta na habilidade, do CEO ou alguém com cargos de chefia, de conseguir comunicar socialmente com os mesmos. Em 2020 haverá uma tendência para que os CEO’s adoptem cada vez mais os social media, comunicando de maneiras mais informais com os seus colaboradores, destacando estruturas menos hierarquizadas e melhores relações de proximidade.

 

Progressivamente, os líderes do futuro necessitarão de adaptar os seus estilos e formas de comunicação, devendo comunicar de forma direta, pessoal e espontânea, aumentando assim a confiança com os trabalhadores, dando voz aos mesmos.

 

#7 Máquinas como complemento

 

CEO da Google, Sundar Pichai, afirma que a longo prazo irão evoluir de um mundo de “mobile-first” para “AI-first”, globalizando a inteligência artificial.

 

Consequentemente, será necessária uma adaptação do marketing para que a inteligência artificial pese no processo de vendas, influenciando maioritariamente o setor B2B.

 

No formato digital, os algoritmos influenciam e auxiliam na gestão de conteúdo, tal como a criação de chatbots impacta na eliminação de tarefas penosas, potenciando as ações de marketing.

 

A maioria dos marketers vê os algoritmos como um bicho de sete cabeças, algo incompreensível e imprevisível, quando na verdade os mesmos andam à volta da previsão do comportamento humano, servindo como auxílio na comunicação com o público-alvo.

algoritmos
Influência dos algoritmos

Os algoritmos influenciam:

Com quem falamos – Os algoritmos nos social media selecionam os posts que vemos, criando relações e conteúdo de relevância.

O que compramos – Influenciam a consciencialização e a compra no consumidor com ações sugestivas “As pessoas também compram estes produtos”.

Para onde vamos – As rotas selecionadas nos mapas digitais determinam as zonas onde circulamos e o que visitamos.

Quanto é que gastamos/ganhamos – Sistemas de gerenciamento quantificam ações (stock market) determinando receitas empresariais, podendo impactar nos salários dos trabalhadores.

Com quem casamos – Algoritmos em aplicações de encontro determinam preferências, definindo quem conhecemos, namoramos ou até casamos.

 

#8 Mercados emergentes focados no mobile

 

Para 2020, as previsões do Facebook assentam no aumento do uso do mobile, chegando ao ponto de existir um maior número de pessoas a ter um telemóvel do que água potável ou eletricidade em casa.

 

O Facebook estima ainda que cerca de 3 biliões de pessoas irão ganhar acesso a telemóveis em 2020, moldando numa maneira inovadora a experiência e conectividade global.

 

Segundo o mesmo, 1 em cada 4 usuários utiliza o mobile como a única maneira de aceder à internet, destacando a Índia com 70% e a Indonésia com 67%.

 

Aplicações de mensagens instantâneas terão um papel preponderante na maneira como as empresas comunicam com os seus consumidores. Segundo o Facebook, com base num inquérito realizado, cerca de 40% das pessoas conectadas no Quénia, África do Sul e Nigéria revelaram que conseguiram gerar um rendimento adicional por estar online.

 

Consumidores da Índia, México e Tailândia indicam que a possibilidade de enviar mensagens instantâneas a uma empresa os torna 1.25x mais prováveis de comprar produtos daquela empresa. Os Quenianos questionados salientam a propensão para os pagamentos no formato mobile, estando 1.57x acima da média global.

 

63% dos utilizadores de aplicações de mensagens instantâneas usam igualmente serviços bancários no formato mobile, conduzindo para que as redes sociais tenham um papel crítico na vida financeira destes utilizadores.

 

A comunicação para este formato irá consequentemente evoluir para comandos de voz e realidade aumentada, tornando o conteúdo visual como dominante socialmente, oferecendo experiências digitais mais enriquecedoras.

 

A adaptação para consumidores mobile é um requisito necessário para 2020, passando pelo uso do comércio social, tal como no Instagram, o uso de montras digitais aponta uma mudança para o comércio mobile e social.

 

#9 – Regulamentação

 

Se já existe uma regulamentação da proteção de dados, para 2020 a regulamentação será ainda mais restrita. No caso do Facebook, por exemplo, irá ser requerido aos marketers a confirmação do consentimento para “Facebook Custom Audiences, conduzindo para uma regulamentação das plataformas sociais.

Essencialmente, para 2020, globaliza-se o crescente uso de diferentes faixas etárias nas diversas plataformas de social media, tornando o meio digital mais visual, como por exemplo a pesquisa por imagens, e mais social, com o uso da tecnologia de controlo de voz, aliada à evolução do vídeo, cada vez mais focada no mobile.

Evidencia-se ainda o crescimento do social e-commerce, conduzido pela realidade aumentada e a realidade Virtual, destacando a automatização de processos, bem como a socialização dos CEO’s, aproveitando o uso dos chatbots, que conciliado com os algoritmos complementam a experiência digital, encontrando-se esta cada vez mais regulamentada.

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